Copo de 3

04 março 2015

Madeira the Mid-Atlantic Wine by Alex Liddell

Escrevi recentemente para a Blend All About Wine, que recomendo visita, acerca deste fantástico livro que comprei por cerca de 25€ após a minha visita à Madeira. Nada melhor para quem tem a necessidade de aprofundar os conhecimentos, do que esta segunda edição daquele que é considerado por muitos (eu incluído) o melhor guia sobre o fascinante mundo que envolve o Vinho da Madeira.

Um livro fascinante escrito por Alex Liddell, um reconhecido especialista no que a Vinho da Madeira diz respeito, editado pela primeira vez em 1986, estava literalmente esgotado e que felizmente passados quase 30 anos lança a segunda e tão aguardada edição do seu Madeira the Mid-Atlantic Wine.

O livro está extremamente bem organizado num total de seis capítulos onde o autor começa por contar a história da Madeira, desde os primórdios do vinho até aos dias de hoje. A abordagem é vasta, desde os solos, castas, vinhas, viticultura, vinificação, colocando ao dispor do leitor os mais variados mapas e quadros de estatísticas, pelo meio deixa algumas detalhadas notas de prova tal como uma ampla e histórica abordagem sobre os principais produtores, num livro que sofreu as necessárias atualizações face aos trinta anos que passaram desde a primeira edição.

É um livro técnico que está muito longe de ser enfadonho, até pela capa bem colorida que apresenta, correspondendo ao que se deve encontrar num livro deste tipo, um profundo conhecimento que neste caso o autor demonstra com toda a sua paixão e sabedoria numa escrita que cativa a ler mais e mais, transmitindo valiosa informação a cada página que se vai virando. Indicado para todos aqueles que procuram ficar a saber tudo sobre o Vinho Madeira, tornando-se desta forma imprescindível na biblioteca de todos os enófilos.

Livros que acompanham vinhos


Surgiu de uma vontade, de algo que simplesmente apeteceu e que irei dentro do possível tentar dar continuidade neste campo das sugestões de livros cuja temática seja Vinho e Gastronomia. Por muito que se abordem as várias temáticas da gastronomia, por muito que se abordem temáticas de vinho, umas mais debatidas que outras (dependente da necessidade de atenção de quem as quer debater) os livros acabam quase sempre de forma silenciosa encostados a um canto. 

O que se pretende é uma simples abordagem, que no fundo mais não seja do que sugestões sobre alguns dos livros que vão chegando ao mercado ou nalguns casos obras já bem conhecidas que vou comprando ou me vão chegando às mãos, livros que gosto, livros que consulto, livros que em alguns casos são obras essenciais. E como um bom copo de vinho se pode acompanhar com um bom livro, não estranhem se em vez de um vinho surgir um livro aqui no Copo de 3.

Druida Reserva branco 2012


A figura do Druida, associada à mitologia Celta, detinha o saber das palavras e da escrita, tal como da cura, especialista nas práticas de magia, sacrifício e augúrio, baseado numa filosofia natural, procurava buscar o equilíbrio, ligando a vida pessoal à fonte espiritual presente na Natureza. Tendo como princípio esse mesmo respeito e ligação com a natureza e acima de tudo uma forte ligação à terra, surge este projeto de dois enólogos, Nuno do Ó e João Corrêa. Escolheram o Dão e a casta Encruzado com a vontade de criar um branco de topo, nascido de uma vinha com 40 anos de idade situada a 500 metros de altitude na Quinta da Turquide, ali bem perto da Serra da Estrela. Um projecto minimalista onde as produções são sempre muito limitadas como no exemplo do Druida tinto cuja produção se limitou a apenas 500 garrafas, com preço a rondar os 15€..

O Druida Reserva branco 2012 seguiu o seu percurso de forma natural, fermentando usando apenas leveduras autóctones e meditou em barricas de carvalho francês durante nove meses. Tal como a casta, o vinho é de caracter bem vincado, teimoso, envergonhado, diga-se de passagem que por vezes assume uma faceta de polimorfo tal e qual o Druida. A Encruzado é uma casta que precisa de tempo para se acomodar e poder então sim mostrar todo o seu esplendor, neste caso o vinho está ainda em crescimento precisando um pouco mais de paciência. A prova que dá neste momento coloca lado a lado uma complexidade ainda em fase de construção suportada por uma belíssima dose de frescura. A austeridade mineral ainda domina a fruta, tudo com uma madeira que surge com grande subtileza, num conjunto qual riacho pleno de frescura, com margens floridas, vai quebrando a pedra, lavando a fruta de pendor citrino, numa prova que nos transporta para o dito local com a Serra da Estrela em pano de fundo. 93 pts

Publicado em Blend All About Wine

Domingos Soares Franco Colecção Privada Moscatel Roxo Rosé 2013

Faz já parte da lista dos melhores vinhos rosados feitos em solo nacional e é com toda a certeza o mais sofisticado e exclusivo, dada a rareza da casta Moscatel Roxo. E não sendo esta a última vez que me torno a repetir, direi que a graciosidade com que rodopia no copo debitando aromas de Moscatel Roxo fazem com que o vinho produzido pela José Maria da Fonseca se torne lascivo desde o primeiro instante. De graduação contida a rondar os 12% Vol. o vinho mostra-se fresco com uma fina mas rendilhada complexidade, os aromas da casta mostram-se de forma ordeira num todo equilibrado, harmonioso, delicado e fresco. Dá uma boa prova conseguindo balancear leve docinho com ponta de secura, mediano no corpo, fruta e flores, sem exageros é delicado mas com boa presença. Um par fantástico a acompanhar um bisque de lagosta, o preço ronda os 10€ cada garrafa. 90 pts

03 março 2015

Alfaiate 2013

É na Herdade do Portocarro (Torrão),  situada entre a fronteira dos distritos de Setúbal e Évora, que José da Mota Capitão cria os seus vinhos. Na sua visão peculiar, no seu gosto particular, Mota Capitão cedo conquistou uma larga franja de consumidores com os seus tintos, basta lembrar nomes como o Herdade do Portocarro, Anima ou Cavalo Maluco. Ao sabor dos tempos os vinhos foram sofrendo os ajustes que o seu criador achou necessários até atingirem a sua satisfação plena. Este Alfaiate, um vinho desenhado e feito à medida do seu dono é uma das mais recentes criações. Elaborado a partir das castas, Sercial, Galego-dourado, Arinto e Antão Vaz com uma produção de 1600 garrafas com preço a rondar os 12,50€ por unidade.

A primeira vez que o bebi mostrou-se pouco convincente, tinha sido bebido numa esplanada virada para o mar a acompanhar uma nobre garoupa assada no forno, no meio da conversa e gargalhadas, com os olhares perdidos na deslumbrante paisagem o vinho acabou por não se conseguir destacar o suficiente para deixar um rasto na memória daqueles que o tiveram no copo. Tinha pois a necessidade de voltar a ele para  tirar a limpo todas as dúvidas com que tinha ficado e que na realidade apenas se tornaram em confirmações. Não peca em nada por ser pouco exuberante, envolto numa fina e delicada complexidade suportado por uma frescura que o salva de queda abrupta. A fruta aparece de forma fresca e de boa qualidade, ainda que espaçada, desde o pequeno ananás até ao fruto de pomar, o resto são ervas frescas e algum toque de madeira muito discreto. Digamos que o fato me pareceu ter ficado curto. 90 pts

23 fevereiro 2015

Monte da Ravasqueira Vinha das Romãs 2011

No Monte da Ravasqueira (Arraiolos) decidiu-se em 2002 arrancar um conjunto de romãzeiras que ocupavam um área de cinco hectares para ali se plantar vinha, mais propriamente Syrah e Touriga Franca. Aquela vinha passou a chamar-se a Vinha das Romãs e cedo ganhou protagonismo pela qualidade destacada dos vinhos a que dá origem, revelando uma concentração e um nível de maturação único em toda a área de vinha do Monte da Ravasqueira. É por isso mesmo um “single vineyard”, “monopole”, “vino de pago”, onde o terroir imprime características diferenciadoras e únicas. Aqui o que se procura é o equilíbrio perfeito entre as duas castas, isolando a cada colheita as melhores zonas de cada casta que melhor transmitem a singularidade do local.

Este 2011 é o melhor Vinha das Romãs até à data, conta com Syrah (70%) e Touriga Franca (30%) num perfil claramente Alentejano em que se conjuga frescura e uma qualidade da fruta bastante acima da média. Limpo, boa complexidade com a barrica onde passou vinte meses muito bem integrada num conjunto harmonioso, baunilha e muita fruta negra bem redonda e gulosa, regaliz, especiarias com uma frescura que tantos dizem não fazer parte dos vinhos do Alentejo, como andam enganados. Um belíssimo vinho do Alentejo, que sabe bem, que dá muito prazer ao ser bebido, corpo mediano com muita fruta a explodir de sabor, taninos a conferir algum nervo ao conjunto que se mostra muito envolvente, longo e prazenteiro. 93 pts

18 fevereiro 2015

Domini Plus 2011


Em 2000, a José Maria da Fonseca (Azeitão) fez uma parceria com um grande nome do Douro, Cristiano van Zeller, de onde nasceu a gama Domini e Domini Plus. A parceria acabou em 2005, no entanto, a empresa de Azeitão adquiriu a Quinta de Mós (Douro Superior) num total de 15 hectares de vinha e hoje é Domingos Soares Franco quem assume a total responsabilidade enológica dos vinhos. O vinho em causa é o mais recente lançamento correspondente à colheita 2011, onde brilham as castas Touriga Francesa, Tinta Roriz e Touriga Nacional.

A fruta  madura, muito limpa e rechonchuda (amora, mirtilo, framboesa) assenta num conjunto com muito boa complexidade, muito pronto a beber embora com uma estrutura a prometer boa longevidade na garrafa, madeira bem integrada como vem sendo hábito nos vinhos desta casa, toque de ligeiro balsâmico, especiaria, fundo com esteva numa complexidade que cativa e aconchega, fresco e com boa intensidade. Palato com fruta bem presente, saboroso numa passagem prazenteira, grande harmonia num conjunto complexo, especiaria e esteva num vinho com final de boa persistência. 93 pts

Quinta da Vegia Superior 2007

Estamos perante um dos grandes vinhos de Portugal, nascido no Dão pelas mãos da Quinta da Vegia onde o produtor João Pedro Araújo notou que na colheita de 2007 um lote se mostrava de forma Superior aos restantes, o vinho foi ficando "esquecido" até chegar a altura de ser colocado no mercado. Um vinho emocionante com preço que ronda os 40€ e que conseguiu captar o que de melhor a região tem para dar. Diga-se de passagem que era o vinho que faltava à Quinta da Vegia, exemplar de pura elegância, pejado de charme e complexidade com centro cheio de frutos do bosque, muitas bagas, tudo muito sumarento e com uma frescura deliciosa, leve toque de geleia e flores, todo o ambiente característico dos grandes vinhos do Dão, desde o mato rasteiro ao toque de caruma, um vinho que nos envolve e nos deixa a pedir mais e mais. Não perdoa, reina à mesa como só os grandes sabem fazer, neste caso foi um pernil de borrego no forno que o acompanhou, foi beber e chorar por mais. 96 pts

17 fevereiro 2015

Quinta do Ameal Loureiro 2013


Da Quinta do Ameal chega este Loureiro 2013 dotado como é apanágio desta casa, de conquistar no imediato pelo seu aroma em novo ou com uns bons dez anos de garrafa. Todo ele brilha, todo ele encanta e convida a mais um copo, o preço por garrafa ronda os 8€. E mesmo quando me repito, digo que a colheita 2013 mostra-se mágica, o vinho está cheio de frescura, muita vida pela frente com a fruta em grande plano, fresca, madura e muito bem delineada, perfume floral, toque de folha de louro verde, pimenta e mineralidade em fundo. Um dos meus vinhos favoritos, mais uma vez a mostrar uma boa concentração de aromas com fruta (citrinos) sumarenta bem presente e que não o deixam cair no esquecimento, tenso com tudo ainda muito fresco.

Boca a condizer, com enorme acidez e boa secura, fruta a encher de sabor o palato embora o toque de folha de louro com rasto e mesmo austeridade mineral em fundo, repetindo aqui o que encontramos na prova de nariz. Um vinho que dá muito prazer, que servido bem fresco acompanha na perfeição desde marisco, saladas, peixes grelhados, cataplana, paella ou uma açorda de marisco com os coentros a fazerem maravilhas na ligação vinho/comida. 93 pts

16 fevereiro 2015

Quinta da Gaivosa Porto 20 Anos Tawny

Depois de se consolidar como produtor de excelência no que a vinho de mesa diz respeito, Domingos Alves de Sousa e a Quinta da Gaivosa (Douro) enveredam pelo Vinho do Porto. A âncora já foi lançada e os produtos colocados no mercado mostram que a qualidade mais uma vez é palavra de ordem. A confirmar isso falo deste fantástico Tawny 20 anos, cujo preço ronda os 40€ e  mostra desde o primeiro contacto que no seu lote moram vinhos muito velhos e de grande qualidade. Um vinho de grande complexidade e elegância que nos dá vontade de repetir sempre mais um pouco, onde ficamos rodeados  pelos aromas e sabores clássicos associados a este tipo de vinhos de grande qualidade. Macio na boca, revela um final longo e especiado. 94 pts

Quinta de Sanjoanne Alvarinho 2013

Com a colheita de 2013 nasce o primeiro Alvarinho da Quinta de SanJoanne, produtor que já nos tem acostumado a brancos de fino recorte com uma fantástica apetência para a guarda em cave. Este Alvarinho surge com o cunho da casa, tenso e mineral, muito fresco com fruta limpa a mostrar muito citrino sem o toque tropical em excesso. Na boca muito sabor na passagem pelo palato, mineral em fundo com sumo de fruta pelo meio, acidez a limpar o palato em final de boa persistência. Cheio de detalhe e bonito rendilhado, um Alvarinho muito sério a rondar os 10€, muito cuidado e refinado que fará as delícias a acompanhar umas amêijoas ou mexilhões ao natural. 92 pts

15 fevereiro 2015

La Rioja Alta Gran Reserva 904 2001

No espaço de uma década, se tanto, temos vindo a assistir a uma estapafúrdia escalada de preços de alguns vinhos dentro do panorama nacional sem que no entanto a qualidade dos mesmos tenho aumentado. E por muito que se teime nisto do fazer vinho ainda há tanto que aprender e evoluir, que basta pagar coisa de 31,50€ para no imediato se questionar tanta coisa. Oriundo da mais conhecida região produtora de Espanha, a Rioja (ree-OH-hah), produzido pelas Bodegas La Rioja Alta, fundadas em 1890 por um grupo de cinco famílias, que tal como antes procuram criar vinhos de excelência.  Com o passar dos anos os seus vinhos permitiram a afirmação dentro e fora de portas como uma das grandes referências dos vinhos da Rioja, aliando tradição bem acompanhada pela inovação tecnológica.

A colheita de 2001 foi considerada excelente, na sua base tem a Tempranillo (90%) proveniente de vinhedo com mais de 40 anos complementado nos restantes 10% com Graciano. Passa depois 48 meses em barricas de carvalho americano com quatro anos de idade, sofrendo nova trasfega a cada seis meses. Destaca-se a finesse do conjunto, toda a frescura de fruta madura e ligeiramente confitada, aroma intenso tabaco com ligeiro chocolate com menta, muita especiaria com ervas aromáticas, mato rasteiro, toque de madeira muito fino num conjunto pleno de requinte e harmonia. Boca com muito boa estrutura a segurar todo um conjunto de luxo, saboroso e fresco, prolongado final num conjunto que transpira elegância. É daqueles que se podem guardar durante muito tempo, o pior é conseguir fazer isso. 96 pts

14 fevereiro 2015

El Titán del Bendito 2011

Expressão máxima dos vinhedos mais velhos de Tinta de Toro (Tinta Roriz) localizados no famoso pago La Jara, ainda em pé franco fruto dos solos ricos em areia, com idades compreendidas entre os 50 e os mais de 100 anos. Intervenção mínima neste topo de gama da Bodega Domínio del Bendito (Toro) com o vinho a passar 20 meses em barricas, com um preço a rondar os 38€ numa produção média de 5000 garrafas por colheita. O vinho é de 2011, ainda muito novo e cheio de força, mostrando uma enorme vontade em dormir durante mais uns longos anos na garrafa. Para já é dominado por uma fruta gorda e gulosa, madura e intensa, com uma frescura e equilíbrio notáveis a acompanhar um bouquet refinado ainda em fase de construção. Um vinho onde a rusticidade própria da região é transformada em elegância, com uma boca de estrondo a conquistar todo o palato, sempre com muita frescura e um equilíbrio fantástico sem fazer notar por algum momento os 15,5% Vol. que moram na sua alma. Um vinho profundo e cheio de garra, para pratos fortes como por exemplo um Estufado de Javali. 95 pts

09 fevereiro 2015

Bacalhôa Moscatel de Setúbal Superior 2001


A história da Bacalhôa Vinhos de Portugal começou em 1922 com a fundação da João Pires & Filhos, Lda., mas apenas nos anos setenta com a entrada de António d’Avillez para o comando a empresa começaria a engarrafar as suas próprias marcas. Corria o ano de 1982 e a enologia estava a cargo da ainda hoje enóloga da casa, Filipa Tomaz da Costa, foi nessa altura que surgiram marcas de renome como o Quinta da Bacalhôa, Má Partilha, Catarina e Cova da Ursa. A produção de Moscatel daria em 1983 o pontapé de saída e desde cedo os vinhos ganharam fama face à qualidade e acima de tudo a consistência apresentada colheita após colheita sempre com um preço demasiado aliciante.

Um desses exemplos mais recentes é este excelente Bacalhôa Moscatel de Setúbal Superior 2001, um vinho que passou oito anos em barricas usadas no envelhecimento de whisky de malte. O designativo Superior é atribuído a vinhos com um mínimo de cinco anos de idade e que tenham obtido na câmara de provadores a classificação de qualidade destacada. Relembro que este vinho se encontra em grande superfície comercial com preço a rondar os 15€, uma verdadeira tentação face à qualidade.

No primeiro impacto destaca-se a frescura do conjunto, muito bem delineado e apelativo, rico e complexo, com a flor de laranjeira e a sua geleia laranja amarga, muita fruta em passa com figo, damasco, frutos secos, ligeiro ranço, tudo numa bonita complexidade que o envolve. Boca harmoniosa, sente-se de imediato o toque de laranja, ranço, muita frescura com corpo envolvente, untuoso com nozes caramelizadas e geleia de laranja amarga em fundo persistente e bastante saboroso. Companheiro perfeito para sobremesas que combinem chocolate com laranja. 95 pts

 
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