Copo de 3

23 maio 2018

Reguengos Reserva dos Sócios 2014


Vem da CARMIM (Alentejo) e apresenta-se como o Reserva dos Sócios da colheita de 2014, um lote com alma Alentejana onde despontam Alicante Bouschet (50%), Trincadeira (30%) e Aragonês (20%) que passaram 12 meses em barricas de carvalho francês e americano. O estilo é opulento, profundo e cheio de sabor, rico em aromas de frutos silvestres maduros, café, cacau, bem casado com a madeira e cheio de energia. Daqueles tintos com uma bela presença de boca, ricos e saborosos, onde a acidez/frescura lhe dá uma vivacidade extra que o acompanha no belo final de boca. Acompanhamento perfeito para umas migas com entrecosto. 91 pts

22 maio 2018

Quinta de Pancas Chardonnay Reserva 2015


O Chardonnay da Quinta de Pancas (Lisboa) sempre fez parte do lote restrito dos melhores varietais desta casta em solo nacional. Contam-se pelos dedos de uma mão esses mesmos vinhos que mesmo apesar dos altos e baixo da sua performance, souberam manter um certo estatuto perante a restante oferta. Este "novo" Quinta de Pancas Chardonnay, 14€, posiciona-se novamente entre os melhores exemplares criados em solo nacional. No copo temos uma bonita expressão da castam, bem casada com a madeira onde passou durante 10 meses, resultando um branco muito fresco com aromas limpos a invocar meloa, pêra, baunilha, flores brancas, pão torrado e uma ligeira especiaria (noz moscada). Boca com acidez muito presente, elegante, brioche a dar ligeira untuosidade seguida de bom nervo, tom citrino num belo final. 92 pts

21 maio 2018

Marquês de Marialva Baga Rosé Bruto


Directamente da Adega de Cantanhede (Bairrada) sai este espumante rosé feito a partir da casta Baga, com estágio mínimo de 12 meses em cave e 1 mês após dégorgement. Um espumante delicado e ao mesmo tempo saboroso, fresco e que dá prazer à mesa ou fora dela nos momentos prévios a uma refeição. Destacam-se os frutos vermelhos acompanhados de alguma pastelaria, ligeiríssima cremosidade que o arredonda ligeiramente, mas sempre num tom de harmonia e equilibrio que o torna muito agradável. Por 4,80 € será certamente uma das escolhas para o Verão. 89 pts 

17 maio 2018

Justino’s Terrantez Old Reserve


A Terrantez é uma casta rara, quase extinta, que cobre os vinhos a que dá origem com uma capa de mistério e fascínio. Este vinho da Justino´s (Madeira), entretanto já descontinuado, foi engarrafado como Old Reserve uma vez que quando foi comprado, há mais de cinquenta anos atrás, o mesmo não tinha um registo da colheita, acreditando-se rondar 1930. Estamos perante um vinho com mais de setenta anos, de aromas limpos, profundo, notas de iodo, sotolon, laca, casco velho, bolo de noz com caramelo, floral, exótico e misterioso. Boca com entrada que envolve e forra o palato com travo de amêndoas salgadas, geleia de laranja, enorme elegância com aquela acidez que conquista num final muito longo e persistente. 95 pts

09 maio 2018

Lagar de Baixo Baga 2015


Um puro Baga, da Quinta de Baixo (Niepoort) com estágio de 20 meses em tonéis usados de 2000 litros. O resultado é uma fantástica surpresa no copo e à mesa, um tinto com 11,5% Vol. de aromas muito puros e frescos. Equilibrio, finesse, com garra e nervo que o aguentam por agora e por largos anos, dominado pelos aromas de pinhal, caruma, balsâmico, framboesa bem fresca, travo vegetal pelo meio, muita energia mas também um sabor vincado e uma secura final que limpa o palato e pede mais um trago. Perigosamente apetecível, conjugando finesse com austeridade, frescura e sabor. E quando damos por ele, acabou. Por coisa de 12,50€ é asseguradamente uma das melhores compras, grelhados no carvão, atum, bacalhau, polvo, chocos e lulas, se quisermos juntar-lhe um bife tártaro também alinha, tal a sua versatilidade à mesa. 93 pts

07 maio 2018

Maçanita branco 2017


Edição de 2017 deste Maçanita branco, criado no Douro a partir das castas Viosinho, Códega do Larinho e Gouveio. Fiel a si mesmo, apenas com passagem por inox, as castas dão-lhe vida num conjunto contido e preciso, com uma acidez acutilante, fruta madura, nota floral e vegetal fresco. Na boca é vivo, aguerrido e compacto com um final seco. Continua a ser um belo branco do Douro, na linha da anterior colheita, custa coisa de 7,50€. 91 pts

03 maio 2018

Mare et Corvus branco 2016


Este Mare et Corvus branco feito a partir de um lote das castas  Fernão Pires, Malvasia e Chardonnay, vem da vinha mais Ocidental da Europa Continental, localizada no promontório da Adraga, a 1,5 km do Cabo da Roca, Sintra. Local único e difícil, sobre o Atlântico, fustigado por ventos violentos e nevoeiros salgados, confere uma identidade muito própria a este vinho. E deve essa mesma identidade ser premiada e destacada ? Claro que sim, ainda por mais quando o vinho de maneira franca mostra um aroma de bela intensidade, muito fresco e alegre, limpo com citrinos e polpa branca bem fresca, ligeira ponta de geleia com fundo a maresia. Boca a condizer, elegante, fresco e delicado mas com uma identidade bem vincada a pedir mesa. Fiz-lhe a vontade com uma achova no forno. Uma bela surpresa com preço a rondar os 7,50€. 90 pts

02 maio 2018

Plácet Valtomelloso branco 2012

Das Bodegas Palacios Remondo (Rioja) e criado a partir da casta Viura, oriunda de vinhedos plantados em 1988 e com estágio em fudres ovais de 2000 litros durante 11 meses. O vinho mostra muita classe logo ao primeiro instante, dominado pela fruta amarela bem rechonchuda e muito fresca, especiarias com toque de untuosidade ligeira a aconchegar. Amplo, marcado por uma fina mineralidade lá no fundo, limpo com floral a esbater-se num longo e prolongado final. A acidez sustenta tudo em plena harmonia, num fio condutor que o percorre. É de 2012 mas o tempo parece que não passou por ele, belíssimo branco que custa 17€. 93 pts

Contradição Alvarinho 2014

Os Produtores de Vinhos Alvarinho de Monção (PROVAM) lançaram recentemente este Contradição Alvarinho 2014 que se afirma como o seu novo topo de gama. Um vinho de homenagem aos fundadores da empresa, fermentado e estagiado em barricas muito antigas, durante 7 meses, após o qual, sofre o estágio de 1 ano em garrafa. No tom amarelo dourado faz a sua apresentação, toque fumado com citrinos muito maduros, flores amarelas, tisana, biscoito de limão, fruto de pomar e pelo meio a frescura que o suporta. Na boca mostra que é saboroso e fresco, embora algo esbatido no final, mostrando no seu todo um conjunto que esperava mais limpo, pronunciado e afirmativo. Pelos 26,90€ que custou, é caro para aquilo que mostra no copo. 91 pts

30 abril 2018

Justino’s Sercial 1940


Pela alta acidez que a casta Sercial transporta para os vinhos, é a que mais tempo necessita para se desenvolver e mostrar em garrafa. Um belíssimo exemplar da casta, a mosrar-se com muitas notas de iodo, muita amêndoa salgada, laca, complexidade e elegância, caramelo com casca de limão cristalizada ao mesmo tempo que debita uma frescura bem afiada a embalar toda a prova. Grande presença no palato com ligeira untuosidade de frutos secos salgados, iodo, raspas de citrinos, muita emoção e sabor, mais uma vez a acidez em destaque num vinho a todos os níveis inesquecível. O preço de uma garrafa ronda os 390€ 96 pts

26 abril 2018

Herdade do Rocim branco 2017


O mais recente lançamento do Herdade do Rocim branco, feito a partir das castas Antão Vaz, Arinto e Viosinho. Na nova e bonita imagem surge a figura da Linária, uma planta endémica da Cuba alentejana e que se encontra em perigo de extinção. Um alerta e ao mesmo tempo um sinal que simboliza a paixão e compromisso pelo ambiente por parte do produtor. Quanto ao vinho, aparece melhor que nunca, foi de todas as edições a que mais gostei, mais afirmativa pela frescura e nervo, cheio de fruta madura e limpa, muito equilibrado e ao mesmo tempo sem quebras. Um branco pronto para a mesa que acompanha em grande um arroz de tamboril. O preço ronda os 7,50€ no que revela ser uma excelente aposta. 90 pts

24 abril 2018

Barros Colheita 1974


Em vésperas do 25 Abril, Dia da Liberdade, deixo a sugestão desta edição comemorativa, um Barros Colheita 1974. Num delicioso momento de forma, caracteriza-se pela elegância e delicadeza de todo o seu conjunto, rico na complexidade. Aroma dominado pelo aroma de frutos secos, muito bolo inglês acompanhado de caramelo salgado, madeira velha, conjunto com boa frescura e precisão. Na boca é mais seco e delicado, portanto menos untuoso e com menos "gordura" que outros vinhos do estilo, perde com isto largueza e presença. O preço ronda os 99€ e é um vinho para comemorar, sozinho ou com amigos, à liberdade. 93 pts
 
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